Sindicato dos Jornalistas convoca a maior greve dos últimos 40 anos

Vários órgãos de comunicação social, jornalistas freelancer, rádios, bem como canais de televisão e meios de comunicação online aderiram esta quinta feira à primeira greve geral do setor em 40 anos.
As suas principais reivindicações são melhores salários e melhores condições de trabalho. Queixam-se da carga horária, que é, na sua opinião superior ao razoável para a remuneração que recebem, em particular os jornalistas que trabalham em jornais online que relatam ser pressionados para trabalhar “a 200 á hora” e a “reagir ao segundo” a todos os acontecimentos.
Para além disso, a classe sente-se desprotegida, porque de todos os países da União Europeia, Portugal é dos que menos apoios per capita para a comunicação social atribui.
A greve teve, segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas, uma adesão superior ao que era esperado, embora já fosse previsível uma grande adesão. Houve inclusive jornais que não chegaram ás bancas no dia seguinte e edições de revistas que não foram publicadas, por ser impossível dada a enorme adesão nesses OCS em particular.
Para além da greve, houve também várias manifestações um pouco por todo o país pelos motivos já listados.
Consideram também que é fundamental o investimento na comunicação social por a imprensa livre ser um dos pilares da democracia que perdeu “direitos, espaço e autonomia.
João Lopes